Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

O MUNDO É DOS ESPERTOS? Ou nós é que somos bobos?

Com mais uma crise rolando no Senado Federal, republico um meu artigo-crônica do dia 16 de maio, do Diário Catarinense.

A situação do presidente do José Sarney, que se sustenta no cargo que não quer deixar, mesmo diante de tantas denúncias, nos fazem refletir sobre a posição "alheia" da opinião pública, talvez "desacreditada" ou, então, já acostumada com os encândalos que rolam no pedaço.

Releia, O Povo Bobo, e marque a sua posição.

"Julgava-se extinto. Havia indícios de uma cultura não muito civilizada teria habitado os confins daquela região tropical. Eram os bobos. De estatura mediana, ágeis em deixar as coisas para a última hora e no “fica-por-isso-mesmo”, amorenados e provenientes de um caldeamento étnico peculiar, eram pacíficos e não tinham vocação para a guerra. Ficavam longe de qualquer conflito. Tolerantes e ingênuos delegavam direitos para uma classe especial, a dos espertos. Ficavam apenas com as obrigações. Aliás, adoravam toda espécie de obrigação que significasse pagar tributos e não exigi-los. Era da natureza dos bobos não reclamar. Eram pacientes nas filas de assistência à saúde, com a ausência de médicos nos hospitais ou leitos para tratar suas dores, conformados com as promessas que não se realizavam, perseverantes em continuarem como sempre tinham sido. Bobos.

Os bobos esperavam que os espertos, uma classe erigida por eles, resolvesse suas inquietações. Mas, como consta aqui no genoma, eram bobos e não queriam problemas. Os espertos construíram, com a ajuda dos bobos, uma ilha cercada de bobos por todos os lados e nela vivem em regime de grande esperteza. Os espertos, que saíram do ventre dos bobos, adquiriram status diferente. Ao serem eleitos são inoculados do vírus da esperteza. E passam a usufruir das benesses que a ilha lhes preparou. Os bobos criaram termos como maracutaia e “vai-virar-em-pizza”, fazem piadas sobre os espertos, cochicham nos bares, balançam a cabeça, mas continuam bobos. Os espertos sabem disso e no “tim-tim” das viagens internacionais e no “oba-oba” das alianças de específico interesse ladino, dizem: eis lá embaixo, dando duro para nossa realeza, o povo bobo da “nossa Corte”! Qualquer semelhança com o Brasil é, claro, na visão dos bobos e dos espertos, foi e é “pura bobagem”!

Domingo, 28 de Junho de 2009

TESTE SENSORIAL. Você já fez um, em grupo?

Com a colaboração da Turma de Oratória do Senac Floripa, realizei um Teste Sensorial, com o objetivo de mostrar aos alunos, como as reações podem ser totalmente diferentes diante de um mesmo objeto ou sensação mostrada.
Público participante: 16 pessoas
Atividade se iniciava com todos relaxados e com os olhos fechados, em meditação.
O que fazer: diante do "estímulo" oferecido, os participantes deveriam escrever no papel a "sensação" ou a "informação primeira" que a memória havia registrado.
Teste visual: reação à mostra de uma garrafinha de "laranjinha"
Teste do tato: localizar rapidamente45 de olhos fechados, a carteira de identidade dentro da carteira ou bolsa
Teste do paladar: de olhos fechados, pegar um "bis" e degustá-lo.
Teste da audição: de olhos fechados ouvir o assobio do professor que tocou "Love Story"
Teste do olfato: de olhos fechados os participantes anotavam as reações diante do cheiro da "casca de uma bergamota" que foi amassada pelo professor.
Visual > a maioria das sensações remeteram a sensações de "sede" e lembranças da "infância".
Tato > 30% dos participantes chegaram a sua carteira em 10 segundos. Os demais demoraram mais e uma não encontrou.
Paladar > a maioria demonstrou a potência do chocolate, dizendo ser prazeroso, doce.
Audição > as reações foram diferenciadas: 45% relaxaram; 30% tiveram sensações de abandono e tristeza; 25% não se sentiram bem com a música romântica. E eram jovens.
Olfato > comprovei, mais uma vez, a relação do olfato com sensações da "infância" e da "adolescência" pois a maioria lembrou de fatos da "descoberta" do prazer de comer frutas e peripécias que haviam feito.
O teste unânime foi apenas o Paladar.
Para que serve o Teste Sensorial? Para provar que, quando falamos diante de pessoas, o que dizemos pode provocar sensações e informações diferentes. Por isso devemos ser claros, objetivos e diretos no que pretendemos dizer na mensagem, para que ela não tenha outras "interpretações".

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

PRÓS E CONTRAS. Na Conclusão você emite sua opinião.

Uma técnica que se utiliza em discursos e apresentações é a dos "Prós e Contras", principalmente se for um projeto polêmico. O orador utiliza da sinceridade para mostrar o cenário.

Vamos treinar?

PONTE HISTÓRICA HERCÍLIO LUZ SERÁ USADA COMO "METRÔ"

O Governador Luis Henrique da Silveira anunciou para 2010 o término da recuperação da Ponte Histórica Hercício Luz e informou que ela será utilizada como Metrô, o próximo investimento que será feito para resolver os problemas de trânsito e mobilidade humana na Grande Florianópolis (um dos mais comprometidos do país).

Ao avaliar a informação verificamos que existem alguns senões no projeto.

- A ponte tem quase cem anos de idade e sua estrutura foi apenas recuperada, pois existem riscos de vida curta.
- A implantação do metrô exige um planejamento acurado e o entorno da Ponte Histórica já se encontra praticamente lotado de construções de porte.
- A colocação de um metrô descaracterizaria a Ponte Histórica como símbolo da cidade, incluindo aí a movimentação de pessoas da cidade afetando o turismo.

Por outro lado, a iniciativa anunciada pelo Governador:

- Aproveita um marca da engenharia mundial e dá uma utilidade para integrar a ilha ao continente a um baixo custo
- Proporciona um eixo alternativo para resolver o problema crônico que afeta o trânsito nas duas pontes nas horas de pico.
- Reintegra um espaço físico que permitirá, dentro de um projeto bem elaborado, destacar a ponte e o entorno, valorizando o espaço verde que se encontra anexo, no caso do Parque da Luz.


Então, agora é com você. Qual é a sua opinião?Decida! E feche com a sua Conclusão!

Senhoras e Senhores!...

....

TRABALHANDO "ON LINE". As palavras de valor.

Um bom filme tem efeitos especiais: música, ambiente, cenários, ação, tecnologia.

Uma "fala" diante de "um" cliente ou de "uma" plateia precisa de "realce". Tom de voz, gesticulação apropriada, trabalho com a fisionomia, além do domínio do conteúdo, claro.

Não precisamos ser um José de Alencar nem um Jânio Quadros. Mas necessitamos dar um "toque" na maneira de conversarmos. Vamos praticar????

No texto a seguir, você coloca a palavra de valor que julga apropriada para o texto. É uma forma interativa de utilizar esse recurso pedagógico da internet, não é.

"Falar em público é muito ______________. Não podemos hoje, diante da rapidez das informações, deixar de dominar e valorizar a comunicação interpessoal de qualidade. Ela é ______________ para as nossas vidas e ___________ para o nosso trabalho profissional. Imagine se, de repente, não pudéssemos falar... Como seria difícil. Nossas relações e contatos iriam ________________ . Nossos projetos também seriam _____________. Mais do que nunca, as pessoas precisam criar coragem e se preparar, enfrentando seus ________, suas _________, e fazendo uma mudança _____________ nas suas atitudes e no seu desempenho. Basta olhar para o cenário das personalidades empreendedoras, Silvio Santos, Antonio Ermínio, Jô Soares e tantos outros. Um dos principais atributos é a comunicação _________________, a facilidade de liderar ________________, a simpatia para conduzir ________________ projetos. Assim, a oratória surge como uma ferramenta ________________ que não podemos deixar de conhecer, aprender e praticar para que possamos ___________________nossos desafios."

Se desejar, copia, preencha os espaços e envie para o Prof Silvio Luzardo. luzardo@linhalivre.net

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

VOCÊ FALA DE ACORDO COM O PÚBLICO? Importante.

Não se pode mais enganar as pessoas através de discursos "pomposos" e "recheados" de palavras difíceis. Você tem agora um compromisso. Falar de tal maneira que as pessoas possam entender e compreender o que você deseja passar. Sem isso não há comunicação.
Na Escola do Legislativo, em curso que lá ministrei, os alunos receberam uma "atividade" interessante. A partir do "ensaio" O DISCURSO ÉTICO E O DEMAGÓCIGO, de Silvio Luzardo, deveriam adequar de acordo com uma suposta fala que fariam em diversos locais. Então, eles foram à luta, e adequaram o discurso acima para a Terceira Idade, para alunos do Ensino Fundamental, Ouvintes de uma Rádio AM, na televisão, moradores carentes, etc.
Vou fazer um resumo do ótimo desempenho de meus alunos, de forma a sintetizar a idéia de interdisciplinaridade e adequação a partir de um determinado texto.

Discurso para os moradores da Barra do Aririú, Palhoça-SC.

O discurso ético é aquele que não se afasta da verdade, /
A conversa ideal é aquela que não diz mentiras. (...)

O discurso ético escora-se no trato político ereto, /
a fala política se baseia na relação digna

Na obliteração dos díspares /
Na eliminação das diferenças.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

OPINIÃO DOS ALUNOS SOBRE "SANGRANDO". Na Escola do Legislativo.

Uma das abordagens didáticas interdisciplinares, utilizando os recursos de mídia, TI e a criatividade do aluno foi desenvolvida a partir de um "clipe".

A música Sangrando, de Gonzaguinha, interpretada por Felipe Mello, foi escolhida como Música Tema da Oratória (você pode assistir, clicando na coluna ao lado). A composição destaca "sensações" semelhantes ao que as pessoas relatam quando estão diante do público.

Os alunos da Escola do Legislativo assistiram o clipe. Eis alguns depoimentos:

Amarildo: serve de estímulo, pois confere com as sensações que sentimos.
Guilhermo: a música é voltada para o desenvolvimento e a interpretação da fala.
Lido José: traduz os aspectos que estão sendo tratados no curso de oratória.
Alexandre Silva: todos podem conseguir se perseverarem, mesmo quando as dificuldades venham a "sangrar".

Larissa: letra linda. Emoção!
José Agricio: é preciso sempre falar com a alma, o coração, colocando na coragem a sua emoção.
Roseli: a música apresenta toda a emoção que se tem quando se expõe.
Mário Amâncio: todos "sangram" quando têm que abrir a voz para comunicar. O preparo minora, mas não extingue o sagramento.

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

O POVO BOBO. Uma raça peculiar julgada extinta existe. No Brasil.

O POVO BOBO
Você leu aqui em primeira mão.
O Diário Catarinense, na sua edição de 16 de maio, também publicou.

Silvio Luzardo
Educomunicador -
luzardo@linhalivre.net

Julgava-se extinto. Havia indícios de uma cultura não muito civilizada teria habitado os confins daquela região tropical. Eram os bobos. De estatura mediana, ágeis em deixar as coisas para a última hora e no “fica-por-isso-mesmo”, amorenados e provenientes de um caldeamento étnico peculiar, eram pacíficos e não tinham vocação para a guerra. Ficavam longe de qualquer conflito. Tolerantes e ingênuos delegavam direitos para uma classe especial, a dos espertos. Ficavam apenas com as obrigações. Aliás, adoravam toda espécie de obrigação que significasse pagar tributos e não exigi-los. Era da natureza dos bobos não reclamar. Eram pacientes nas filas de assistência à saúde, com a ausência de médicos nos hospitais ou leitos para tratar suas dores, conformados com as promessas que não se realizavam, perseverantes em continuarem como sempre tinham sido. Bobos.

Os bobos esperavam que os espertos, uma classe erigida por eles, resolvesse suas inquietações. Mas, como consta aqui no genoma, eram bobos e não queriam problemas. Os espertos construíram, com a ajuda dos bobos, uma ilha cercada de bobos por todos os lados e nela vivem em regime de grande esperteza. Os espertos, que saíram do ventre dos bobos, adquiriram status diferente. Ao serem eleitos são inoculados do vírus da esperteza. E passam a usufruir das benesses que a ilha lhes preparou. Os bobos criaram termos como maracutaia e “vai-virar-em-pizza”, fazem piadas sobre os espertos, cochicham nos bares, balançam a cabeça, mas continuam bobos. Os espertos sabem disso e no “tim-tim” das viagens internacionais e no “oba-oba” das alianças de específico interesse ladino, dizem: eis lá embaixo, dando duro para nossa realeza, o povo bobo da “nossa Corte”! Qualquer semelhança com o Brasil é, claro, na visão dos bobos e dos espertos, foi e é “pura bobagem”!

Convido você a assistir este comentário de Luiz Carlos Prates. Duas abordagens diferentes sobre o mesmo tema.
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=59705&channel=47